A Reunião Mais Quente da Semana
Naquela manhã, a rotina parecia apenas mais um dia entre tantos. A sala de trabalho estava silenciosa, o ar pesado com o peso das tarefas acumuladas e o calor do verão que se infiltrava pelas janelas fechadas. Bia, uma jovem casada e dedicada ao cargo em uma empresa pública no norte do país, sentava-se à mesa, os olhos fixos nos documentos espalhados diante dela. Seu vestido de tecido leve, azul como o céu após a chuva, moldava seu corpo com delicadeza, revelando curvas suaves que chamavam a atenção.
Ela não era apenas bonita; havia algo em sua presença que transbordava confiança e elegância natural. Sua pele clara contrastava com o brilho discreto de seus cabelos castanhos, presos em um coque solto que caía sobre seus ombros. Era uma mulher que despertava admiração, mas também respeito — até mesmo para aqueles que tentavam resistir ao magnetismo que emanava de sua essência.
O tempo passava, e ela trabalhava com eficiência, concentrada em relatórios que exigiam toda sua atenção. Mas, por trás da seriedade profissional, havia uma chama latente, um desejo reprimido que começava a ganhar vida quando certo colega entrou na sala.
Ele era um homem alto, cuja presença imponente preencheu o espaço reduzido da sala. Entrou sem cerimônia, carregando consigo uma aura de descontração que logo capturou a atenção de Bia. Ele sorriu, algo casual e despretensioso, mas que trouxe um leve rubor às bochechas dela. Sem dizer nada, ele instalou-se ao lado dela, abrindo um notebook e começando a analisar alguns documentos.
Bia percebeu que ele a observava enquanto falava, mas fingiu ignorar. No entanto, o cheiro dele — um misto de sabonete fresco e algo mais intenso, talvez um perfume ou colônia — invadiu suas narinas, provocando uma sensação estranha, quase inesperada. Ela respirou fundo, tentando manter a compostura, mas algo dentro dela começou a se agitar.
— Então posso ficar aqui e te perturbar, hoje? — perguntou ele, com um tom de voz que soava mais como uma provocação do que uma pergunta.
Bia hesitou, mas acabou cedendo. Havia algo em sua voz que a intrigava, algo que a fazia querer saber mais. E, embora soubesse que aquilo poderia ser perigoso, ela concordou, pedindo-lhe que esperasse até as 15 horas para terminarem o trabalho.
Enquanto trabalhavam, o ambiente tornou-se cada vez mais tenso. O som dos dedos digitando no teclado, o roçar ocasional de seus braços, o calor que parecia aumentar a cada minuto... Tudo isso contribuía para criar uma atmosfera carregada de expectativa. Bia sentia seu coração acelerar, mas tentava manter a calma, fingindo estar focada nos documentos.
Porém, o jogo já havia começado. Ele a observava com olhares furtivos, e ela, por sua vez, percebia cada movimento dele. Quando ele puxou um pouco mais a cadeira, aproximando-se dela, Bia sentiu uma onda de excitação percorrer seu corpo. Ele não disse nada, mas seus gestos eram claros: ele queria algo mais.
Quando finalmente chegaram às 15 horas, ele levantou-se, esticando os músculos definidos de seus braços. Bia seguiu-o até a porta, ainda hesitante, mas curiosa. Ele parou, virando-se para ela, e então, num gesto rápido, agarrou-a pelos pulsos, empurrando-a contra a parede.
— Não resistir — murmurou ele, antes de beijá-la com urgência.
Bia sentiu o choque inicial, mas logo correspondeu ao beijo, seus lábios pressionando os dele com uma paixão que nem ela mesma sabia que guardava. Ele aprofundou o beijo, envolvendo-a com seus braços, e ela sentiu o calor de seu corpo contra o dela. Suas mãos deslizaram para baixo, acariciando suas costas, descendo lentamente até a borda de sua saia.
Bia gemeu baixinho, sentindo o toque firme e seguro dele. Ele a levantou, colocando-a sobre a mesa, e ela se agarrou aos cantos da superfície, sentindo o frio do metal contra sua pele. Ele abaixou-se, beijando seu pescoço, mordiscando sua pele macia, enquanto suas mãos subiam para desabotoar sua blusa.
Cada toque era uma promessa, cada beijo uma declaração silenciosa. Ela sentia seu corpo responder, a excitação crescendo a cada segundo. Ele a despiu lentamente, revelando sua pele branca e sedosa, e ela sentiu o calor de seus olhos sobre ela, como se fosse a única coisa que existisse naquele momento.
Seus corpos se uniram em um movimento fluido, quase instintivo. Ele a penetrou com cuidado, mas com uma intensidade que a deixou sem fôlego. Ela se agarrou a ele, sentindo cada centímetro de sua presença, cada batida do coração dele ecoando no seu próprio ritmo.
O prazer foi intenso, explosivo, como se tudo o que havia sido reprimido durante tanto tempo finalmente encontrasse liberdade. Eles se moveram juntos, em um ritmo que parecia ter sido ensaiado há muito tempo, mas que, na verdade, era pura intuição.
Quando tudo terminou, eles permaneceram ali, ofegantes, os corações acelerados. Ele a beijou novamente, suavemente, antes de se afastar, sussurrando algo que ela mal conseguiu entender. Ele saiu da sala, deixando-a sozinha, mas ela não conseguia se mexer. Sentia o calor de seu corpo ainda presente, como se ele nunca tivesse ido embora.
Aquela experiência havia mudado algo dentro dela. Mesmo sabendo que aquilo poderia ser perigoso, ela não conseguia negar o desejo que sentia. Aquela tarde havia sido mais do que um simples ato físico; havia sido uma conexão profunda, uma explosão de emoções que ela jamais esqueceria.
Ao longo dos dias seguintes, ela continuou a trabalhar, mas sua mente frequentemente voltava àquela tarde. O aroma dele ainda pairava em sua memória, e ela podia sentir o toque de seus dedos em sua pele. Sabia que aquilo poderia ser perigoso, mas também sabia que não conseguiria resistir se ele aparecesse novamente.
E assim, Bia continuou sua jornada, dividida entre o dever e o desejo, sabendo que, em algum momento, o destino poderia cruzá-los novamente.




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